Zets Run Team: Maratona Internacional de São Paulo 2015

terça-feira, 26 de maio de 2015

Maratona Internacional de São Paulo 2015



Correr na Zets Run Team é muito legal. Primeiro, porque prestigiamos a empresa onde o Mauro trabalha há 13 anos, desde quando ele se mudou para São Paulo e nos casamos. Segundo, porque estimula os funcionários a adotarem hábitos de vida mais saudáveis. Terceiro, porque eles pagam as inscrições dos funcionários.

Como sou esposa do Mauro e não trabalho na empresa, eles não pagam minhas inscrições. Mesmo assim faço questão de correr com a camiseta da equipe por todos os motivos expostos acima. Já o Mauro se inscreve em diversas provas. E não posso reclamar porque me inscrevo também, pagando com muito gosto. No entanto este ano, decidi que me inscreveria apenas em trail run, pois já estou meio enjoada do asfalto.
Mesmo sabendo que o Mauro estava inscrito na maratona de São Paulo, eu não me inscrevi. Até porque a última maratona da Yescom foi muito ruim: faltou água e muitos corredores, no calor insuportável, passaram mal. Desde então decidi também que não mais participaria das provas da Yescom.

Considerando o convite do Mauro para eu acompanhá-lo nos 25k, mesmo tendo feito 21k no Xterra Ilhabela no domingo anterior, decidi ir na maratona com ele, na pipoca. Não gosto de ser pipoca. Acho que desprestigia o corredor inscrito além do que, a pessoa usufrui de uma série de benefícios pelos quais não pagou. Então, separei todos meus apetrechos, hidratação e nutrição para não recorrer aos oferecidos pela prova.

Acordamos no domingo às 5h45. Minha mãe foi para casa ficar com as crianças. Sem ela, nenhuma corrida seria possível. Não tenho palavras para agradecê-la por isso e por tantas outras coisas. Chegamos cedo no Ibirapuera. Não comemos nada. Tomamos um gel sabor café maravilhoso 30 minutos antes da largada. O clima era perfeito: friozinho, sem chuva nem sol. Dada a largada, seguimos rumo à Avenida Escola Politécnica, onde acabariam os 25k.

Apesar do Mauro ter se inscrito nos 25k, desde que saímos de casa ele sugeriu que fizéssemos os 42k caso tivéssemos fôlego e pernas. Eu topei imediatamente. Correr longas distâncias é o meu barato. Sempre quis fazer uma maratona. Mas por falta de treino, com as crianças pequenas, fui adiando este sonho. Mas sempre conversei com o Mauro a respeito. E em outras oportunidades sugeri que fizéssemos os 42k em provas com distâncias menores, mas ele nunca quis. Desta vez, eu não perderia a oportunidade!

Corremos os 25k num ritmo leve, de 9km/h, tranquilos, na esperança de seguirmos para os 42k. E para minha surpresa, essa prova da Yescom estava excelente! Vários postos com água gelada e isotônico. Tomei um gel a cada 5k.
Próximo dos 25k, começou a pesar. Confesso que cruzei a linha de chegada com alguns gritos para extravasar o cansaço. O Mauro pegou a merecida medalha e o lanche. Dividimos ali mesmo, sentados no meio fio. Usamos o banheiro químico ao lado da tenda de atendimento médico. 

Enfim, terminamos o lanche e percebemos que estávamos inteiros. Seguimos em frente. Se cansássemos, pegaríamos um táxi e pronto. Corremos então num trote mega leva, em direção ao Parque Ibirapuera, onde estava nosso carro.

E beleza pura! Cada km passou por nós, e nós curtimos o percurso e os outros corredores. Confesso que mesmo na pipoca, tomei água, isotônico e comi a batatinha maravilhosa que a Yescom deu na prova, mesmo porque meu gel e água acabaram nos 25k. Fui contra meus princípios para não desistir do sonho da maratona. Minha consciência só não pesou mais porque já participei de inúmeras corridas deles...

Como estávamos num ritmo bem lento, o Mauro teve algum desconforto muscular. Já eu, desde o primeiro quilômetro, estava com o antepé e os artelhos adormecidos. Depois virou dor. E então virou bolha. Nada demais.

Acho que no quilômetro 39, após o túnel, o Mauro parou para alongar. Então um ciclista, ofereceu a ele magnésio, potássio, água e bananinha passa. Que atitude admirável! Aliás, em toda corrida observamos a solidariedade das pessoas. E isso é mais forte quanto mais longa é a corrida.

Eu já li inúmeros livros de corredores de maratona e ultramaratonistas. Por isso nada do que vivemos neste dia foi novidade para mim. Mas tudo foi o que eu sempre quis ver, sentir, ouvir, pessoalmente. Eu voava longe lendo meus livros e finalmente eu estava ali no chão, correndo e colocando tudo à prova.

Eu gosto de extravasar nas corridas. Grito nos túneis. E desta vez não foi diferente: "Está acabandoooooo"; "Vamos galeraaaaaa"!!!!! Tinha uma moça que também gritava. E me incentivou muito!

Os últimos 2k não passavam. O Mauro estava melhor depois da ajuda do ciclista, e eu estava morta! Nem sei como, pois não me lembro da parte final, atravessamos a linha de chegada. Em todo percurso tiramos inúmeras fotos, no celular, no relógio do Mauro, com os fotógrafos. E no final o Mauro me beijou, consagrando nossa grande conquista.

Da maneira mais simples e despretenciosa vencemos os 42k. Sensação ímpar porque sempre rive a certeza de que meu negócio é a longa distância. Sempre soube que o melhor da corrida estava depois dos 21k. Pronto, fizemos.

Mauro com medalha de 25k valendo 42k. Eu sem medalha, mas com a experiência cravada nos pés, no coração, na cabeça. Agora já era. Somos maratonistas!!!



















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