Zets Run Team: Maio 2015

terça-feira, 26 de maio de 2015

XTERRA Brazil – Ilhabela

Na sexta-feira, dia 08 de maio de 2015, percebi que o e-mail com informações sobre a retirada do kit do XTerra Ilhabela ainda não havia chegado. Entrei em contato com a empresa responsável pelas inscrições e descobri que nossas inscrições não haviam sido confirmadas, desde janeiro! Devido a algum erro no sistema da empresa, o pedido da compra não foi enviado para a administradora do cartão de crédito e eu nem desconfiei pois logo após a compra, recebi 2 e-mails. Achei que um fosse da confirmação do pedido e outro da confirmação da compra. Pois é, não li os emails...

Como estava tudo combinado com nossa querida amiga Cristina Prota, que tem casa em Ilhabela e estava inscrita nos 7K, fomos para lá, mesmo na incerteza de conseguirmos as inscrições. Também estavam inscritos o irmão da Cris (Rubens) e o marido (Nico). No entanto, eles não puderam participar da corrida. Fomos apenas eu, Mauro e Cris para a Ilha. Antes de pegar a estrada jantamos na churrascaria Boizão Grill. Muita proteína não é legal antes de provas longas, mas o Groupon estava comprado e ia vencer. Era naquele dia ou nunca.

Chegamos por volta das 2h da madrugada. Dormimos bem, a noite estava linda. No sábado, tomamos um café da manhã e curtimos uma praia (Praia grande). A Ilha é linda, tem água cristalina, muitos peixes nadando em volta da gente. Mauro aproveitou para remar um pouco de SUP. Passamos na tenda de retirada de kits. Cris pegou seu kit e dos demais participantes que infelizmente não puderam viajar. A responsável pelas inscrições, nos orientou a voltar para a tenda no final da tarde para tentarmos alguma inscrição remanescente. Almoçamos macarrão ao sugo e alho e óleo, para carregar os motores. Em seguida voltamos para a tenda e perfeito: conseguimos duas inscrições para os 21K. Pena a camiseta do meu kit ser tamanho G. Eu adoro as camisetas do XTerra e tenho um orgulho danado em usá-las. Pena serem kits básicos, sem lanterna. Tudo bem, o que importa é que o principal deu certo.

Em casa, nos preparamos então para a corrida. Roupa, cinto de hidratação, gel, o básico para uma prova de 21K na trilha à noite, lanterna. A minha foi a de 2013, menor, com menor capacidade de iluminação. Mas tudo bem, deu conta do recado. Paramos o carro um pouco antes da largada. Estava quase na hora. Largamos. Seguimos juntos com a Cris nos primeiros 3,5K, quando então ela seguiu retornou para a linha de chegada e nós seguimos para o percurso dos 21K.

Tudo escuro, muito escuro. Tudo deserto, muito deserto. Até que a moto do Staff surgiu e perguntou se havíamos nos perdido, pois éramos os últimos da prova. Que frio na barriga!!!! Sempre brinco com o Mauro que o caminhão da organização das provas vai passar e me carregar para a linha de chegada, seria desta vez?!?!

Seguimos com o Staff atrás de nós. Até na primeira trilha ele nos acompanhou. Depois mudou o caminho para nos encontrar mais a frente. Finalmente avistamos um casal, os penúltimos da prova. Passamos. Ufa! O Staff sairia do nosso pé. É muito chato.

Aos poucos fomos passando outros participantes. Pela primeira vez consegui correr em todas as subidas. na boa!!! Somente numa trilha mais pesada eu andei, inclusive apareceu um bicho que me fez pular. Pensei que teria uma câimbra na panturrilha neste momento, mas foi apenas uma impressão.

Noite perfeita. Clara, sem chuva, geladinha. Mata recarregando nossas energias. Nada melhor que corrida de montanha, principalmente à noite. Adoramos XTerra, por isso não desistimos. Fizemos questão de tentar o kit.
Teve bastante subida e descida com lajota sextavada. E também muita subida e descida na mata. Num determinado momento, o pessoal da nossa frente ficou na dúvida para onde seguir. Eu então mostrei a sinalização da prova para a direita. Fomos na frente dessa galera. Chegamos então numa espécie de buraco. era só lama. na frente, um paredão. Para onde ir?!?! Observamos pegadas na lama, estávamos no caminho certo!!! Sim, a sinalização da prova continuava em cima do dito paredão.

Beleza! São esses desafios que fazem do XTerra uma prova deliciosa. Tênis escorregando na lama, mãos buscando algo para agarrar, até que o Mauro acho um cano e deu para o pessoal subir. Quando o líder da equipe deles subiu, deixamos para que ultrapassem o obstáculo sozinhos. Eu e Mauro seguimos.

Depois dessa parte, veio a longa descida nas lajotas sextavadas. Muitos segurando para não machucar os joelhos mas eu e o Mauro soltamos as pernas, estávamos inteiros. nos sentindo ótimos. Mas quando chegou no plano, onde a Cris seguiu sozinha para os últimos 3,5K da prova, o freio de mão puxou forte.

Pesou. Diminui o ritmo. Mauro me acompanhou. Passamos por uma pousada, onde uma querida amiga, há alguns anos, se casou. Linda cerimônia, de dia na praia. Inesquecível. Esta foi a primeira vez que vimos o XTerra. O pessoal da bike passava atrás da pousada. Nunca pensamos que um dia estaríamos ali, participando desta prova maravilhosa.

Avistávamos o pórtico, mas ele não chegava nunca! Quando entramos na areia fofa, por mais que estivesse difícil, senti um alívio gostoso porque realmente estávamos na reta final. Uhuuuuu!!!! Chegamos!!!! Mais uma para nossa conta!

Encontramos a Cris, tiramos várias fotos. Compramos esfihas. Em casa, tomei banho e fui dormir. Não consegui comer. Só tomei meu Whey. Que delícia! Que satisfação!

Domingo acordamos cedo para voltarmos para São Paulo pois era Dia das Mães e a Cris tinha compromisso. A deixamos no restaurante com sua família. Seguimos para casa. Curti o resto do Dia das Mães com minha mãe maravilhosa e meus filhotes. Final de semana nota 10!!!!














Maratona Internacional de São Paulo 2015



Correr na Zets Run Team é muito legal. Primeiro, porque prestigiamos a empresa onde o Mauro trabalha há 13 anos, desde quando ele se mudou para São Paulo e nos casamos. Segundo, porque estimula os funcionários a adotarem hábitos de vida mais saudáveis. Terceiro, porque eles pagam as inscrições dos funcionários.

Como sou esposa do Mauro e não trabalho na empresa, eles não pagam minhas inscrições. Mesmo assim faço questão de correr com a camiseta da equipe por todos os motivos expostos acima. Já o Mauro se inscreve em diversas provas. E não posso reclamar porque me inscrevo também, pagando com muito gosto. No entanto este ano, decidi que me inscreveria apenas em trail run, pois já estou meio enjoada do asfalto.
Mesmo sabendo que o Mauro estava inscrito na maratona de São Paulo, eu não me inscrevi. Até porque a última maratona da Yescom foi muito ruim: faltou água e muitos corredores, no calor insuportável, passaram mal. Desde então decidi também que não mais participaria das provas da Yescom.

Considerando o convite do Mauro para eu acompanhá-lo nos 25k, mesmo tendo feito 21k no Xterra Ilhabela no domingo anterior, decidi ir na maratona com ele, na pipoca. Não gosto de ser pipoca. Acho que desprestigia o corredor inscrito além do que, a pessoa usufrui de uma série de benefícios pelos quais não pagou. Então, separei todos meus apetrechos, hidratação e nutrição para não recorrer aos oferecidos pela prova.

Acordamos no domingo às 5h45. Minha mãe foi para casa ficar com as crianças. Sem ela, nenhuma corrida seria possível. Não tenho palavras para agradecê-la por isso e por tantas outras coisas. Chegamos cedo no Ibirapuera. Não comemos nada. Tomamos um gel sabor café maravilhoso 30 minutos antes da largada. O clima era perfeito: friozinho, sem chuva nem sol. Dada a largada, seguimos rumo à Avenida Escola Politécnica, onde acabariam os 25k.

Apesar do Mauro ter se inscrito nos 25k, desde que saímos de casa ele sugeriu que fizéssemos os 42k caso tivéssemos fôlego e pernas. Eu topei imediatamente. Correr longas distâncias é o meu barato. Sempre quis fazer uma maratona. Mas por falta de treino, com as crianças pequenas, fui adiando este sonho. Mas sempre conversei com o Mauro a respeito. E em outras oportunidades sugeri que fizéssemos os 42k em provas com distâncias menores, mas ele nunca quis. Desta vez, eu não perderia a oportunidade!

Corremos os 25k num ritmo leve, de 9km/h, tranquilos, na esperança de seguirmos para os 42k. E para minha surpresa, essa prova da Yescom estava excelente! Vários postos com água gelada e isotônico. Tomei um gel a cada 5k.
Próximo dos 25k, começou a pesar. Confesso que cruzei a linha de chegada com alguns gritos para extravasar o cansaço. O Mauro pegou a merecida medalha e o lanche. Dividimos ali mesmo, sentados no meio fio. Usamos o banheiro químico ao lado da tenda de atendimento médico. 

Enfim, terminamos o lanche e percebemos que estávamos inteiros. Seguimos em frente. Se cansássemos, pegaríamos um táxi e pronto. Corremos então num trote mega leva, em direção ao Parque Ibirapuera, onde estava nosso carro.

E beleza pura! Cada km passou por nós, e nós curtimos o percurso e os outros corredores. Confesso que mesmo na pipoca, tomei água, isotônico e comi a batatinha maravilhosa que a Yescom deu na prova, mesmo porque meu gel e água acabaram nos 25k. Fui contra meus princípios para não desistir do sonho da maratona. Minha consciência só não pesou mais porque já participei de inúmeras corridas deles...

Como estávamos num ritmo bem lento, o Mauro teve algum desconforto muscular. Já eu, desde o primeiro quilômetro, estava com o antepé e os artelhos adormecidos. Depois virou dor. E então virou bolha. Nada demais.

Acho que no quilômetro 39, após o túnel, o Mauro parou para alongar. Então um ciclista, ofereceu a ele magnésio, potássio, água e bananinha passa. Que atitude admirável! Aliás, em toda corrida observamos a solidariedade das pessoas. E isso é mais forte quanto mais longa é a corrida.

Eu já li inúmeros livros de corredores de maratona e ultramaratonistas. Por isso nada do que vivemos neste dia foi novidade para mim. Mas tudo foi o que eu sempre quis ver, sentir, ouvir, pessoalmente. Eu voava longe lendo meus livros e finalmente eu estava ali no chão, correndo e colocando tudo à prova.

Eu gosto de extravasar nas corridas. Grito nos túneis. E desta vez não foi diferente: "Está acabandoooooo"; "Vamos galeraaaaaa"!!!!! Tinha uma moça que também gritava. E me incentivou muito!

Os últimos 2k não passavam. O Mauro estava melhor depois da ajuda do ciclista, e eu estava morta! Nem sei como, pois não me lembro da parte final, atravessamos a linha de chegada. Em todo percurso tiramos inúmeras fotos, no celular, no relógio do Mauro, com os fotógrafos. E no final o Mauro me beijou, consagrando nossa grande conquista.

Da maneira mais simples e despretenciosa vencemos os 42k. Sensação ímpar porque sempre rive a certeza de que meu negócio é a longa distância. Sempre soube que o melhor da corrida estava depois dos 21k. Pronto, fizemos.

Mauro com medalha de 25k valendo 42k. Eu sem medalha, mas com a experiência cravada nos pés, no coração, na cabeça. Agora já era. Somos maratonistas!!!



















sexta-feira, 22 de maio de 2015

21ª Maratona Internacional de São Paulo

A energia era única, todos com o mesmo objetivo, correr para superar seus limites.

Quando comecei a correr, era com apenas um único objetivo: emagrecer.
Como quase todas as mulheres — eu não estou  de fora — posso dizer que também "corro" atrás do corpo perfeito durante vários anos.
Então tomei a atitude de fazer algo diferente e comecei a correr.
Continuo fora dos padrões de magreza ditados pela moda, revistas, desfiles e blogueiras de fitness, mas sei que estou no caminho certo. E mesmo quando eliminar os excessos, vou continuar correndo mais leve de corpo e alma, pois graças a D´us, a corrida é um caminho bom e sem volta.
E já aprendi que no dia em que eu não faço o esforço da corrida, pago caro com meus problemas de ansiedade e insônia.
Comecei a correr com um único objetivo, mas hoje ela me proporciona muito mais: sou uma pessoa melhor, menos ansiosa e angustiada, com a cabeça e o corpo mais equilibrados. Hoje, a perda de peso é que acaba sendo uma consequência (boa).

Participar da Maratona de São Paulo foi bem especial, pois é uma corrida longa, com 19 mil inscritos.
A energia era única, todos com o mesmo objetivo, correr para superar seus limites.
Os 16 graus de temperatura, um pouco frio, também estavam ótimos para corrida.
Como corro há menos de 1 ano, consegui chegar na marca das 5 milhas (8k), mas que para mim foi mais um desafio superado. Até então, só tinha chegado a 7k.
O meu pace foi, em media, de 7:04 min/Km e completei a prova  em 56min 28s, segundo os cronômetros oficiais.
Tenho muito a melhorar, mas um dos objetivos de participar das provas é esse.
E como em toda corrida, gosto de deixar registrado qual foi a música que me inspirou na partida: "Rainbow", do Robert Plant.






21ª Maratona Internacional de São Paulo



21ª Maratona Internacional de São Paulo
Percurso

21ª Maratona Internacional de São Paulo


21ª Maratona Internacional de São Paulo

21ª Maratona Internacional de São Paulo




LISTAGEM EXTRA OFICIAL (PARA CONFERÊNCIA DE TEMPO)
EVENTO:XXI MARATONA INTERNACIONAL DE SÃO PAULO - 27. 5 MILHAS 8.047 KM
RELATÓRIO:RESULTADO PELO Nº DE PEITO - CLASSIFICAÇÃO GERAL (SUJEITO A ALTERAÇÃO)
ENCONTRADOS:1 RESULTADO(S)
CLASSIFICAÇÃONUMATLETAIDADEFX.ET.CL.F.EEQUIPETEMPOTEMPO LÍQUIDO
392º19968KATIA SETTON36F353972AVULSO01:04:5100:56:28


LISTAGEM EXTRA OFICIAL (PARA CONFERÊNCIA DE TEMPO)
EVENTO:XXI MARATONA INTERNACIONAL DE SÃO PAULO - 27. 5 MILHAS 8.047 KM
RELATÓRIO:RELATÓRIO FAIXA ETÁRIA FEMININO - F3539
ENCONTRADOS:132 RESULTADO(S)
CLASSIFICAÇÃONUMATLETAIDADEEQUIPETEMPOTEMPO LÍQUIDO
71º16777JUSSARA DE ANDRADE CLAUDINO35AVULSO01:05:0000:56:19
72º19968KATIA SETTON36AVULSO01:04:5100:56:28
73º16400MARCIA QUEIROZ DOS PASSOS39AVULSO01:02:4900:56:35
74º19549FERNANDA MIRTES MILAGRES PEREIRA NUNES35AVULSO01:01:2700:57:00
75º16333CRISTIANE CHAGAS PINHEIRO AMORIM35AVULSO01:07:3500:57:03
76º16226BRUNA RAFAELA GUEDES DE ARAUJO36EQUIPE SAYAO FC ARARAS01:02:1600:57:16
77º16892ARIANE FONSECA36AVULSO01:07:5600:57:18
78º16556ANDREA PEREIRA35EQUIPELOTA00:59:5000:57:21
79º16584CLAUDIA CRISTIANE TERENZIO37AACORUJA01:00:3800:57:33
80º13866CLAUDIANA PAIVA DOS SANTOS39DIANA01:00:5400:57:53
,,,